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Francisco Aramburu, o atacante vascaíno Chico
Divulgação
Publicado em: 31/03/2015 - 00:00
Esse “Quarto de História” do futebol – identificação dada pelo formato editorial de ¼ de página – tem despertado muito o interesse e comentários dos mais variados fiéis leitores. O Projeto do Caderno de Esportes tem o atrevimento de ser o maior espaço na imprensa mineira, destinado exclusivamente ao esporte local e regional. Apesar de aqui o foco estar sendo os jogadores profissionais, o aspecto local se evidencia pela arte do colaborador e pesquisador Jefferson Chaves, nascido aqui. Portanto, é a arte esportiva lafaietense sendo evidenciada através do Jornal CORREIO.
Atendendo a várias sugestões, inclusive do Naércio e de uma legião de vascaínos pela cidade, para o “Quarto de História” desta edição, Chaves nos trouxe a história de mais um vascaíno: Francisco Aramburu, o Chico. Aproveitamos a oportunidade para homenagear os vascaínos, que no domingo, dia 8, alcançaram a liderança do Carioca/2015.
No começo deste ano, dia 7 de janeiro, o ponteiro esquerdo Chico estaria completando 93 anos. Mas no dia 1º de outubro de 1997, no Rio de Janeiro, aos 75 anos ele “subiu” para a “tribuna divina”. Chico nasceu em Uruguaiana (RS), na divisa com a Argentina e o Uruguai. Começou sua carreira em 1939, no Ferrocarril (RS). Em 1941, foi para o Grêmio e no começo de 1942 já estava no Vasco (RJ), onde ficou até 1954. Nos dois anos seguintes, jogou no Flamengo. Pela Seleção Brasileira foram 21 jogos e 8 gols entre 1945 e 1950, quatro destes na trágica Copa de 50.
O ponteiro esquerdo era muito veloz, chutava forte e com os dois pés. Titular absoluto da “11” vascaína, travava duelos sensacionais com seus marcadores, especialmente com o lateral Biguá, do Flamengo. Em sua passagem pela Seleção Brasileira, Chico teve bom desempenho, foi um dos seis convocados do Vasco, mas arrumou “pra cabeça” num jogo em Buenos Aires. Ao revidar uma entrada mais dura de um zagueiro, formou–se uma briga generalizada e ele acabou apanhando da polícia argentina a golpes de “sabre”.
Pelo Vasco da Gama, onde marcou 127 gols em 289 partidas, foi campeão Sul-Americano de 1948, com o “expresso da vitória”, e no Carioca em 45,47,49,50 e 52, mas na época que se transferiu do Grêmio para o Vasco (1942) chegou a pensar em parar com o futebol, ao ter que deixar suas raízes gaúchas. “Sempre valente, Chico não era de “procurar” brigas, mas se elas acontecessem, era o primeiro a chegar e o último a sair”, conta Jefferson.
Seus cruzamentos eram precisos, especialmente para Ademir, outro da legião vascaína na Seleção. Na Copa de 50, Chico marcou dois gols na goleada de 7 a 1 sobre a Suécia e nos 6 a 1 sobre os espanhóis, ele marcou o terceiro gol. (Amauri Machado)